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Custos e Acessibilidade dos Injetáveis para Emagrecer em Portugal: SNS, Comparticipação e Alternativas

Introduction

Um dos maiores obstáculos ao acesso ao tratamento da obesidade com injetáveis à base de agonistas do recetor GLP-1 é o seu custo elevado. Em Portugal, o preço mensal destes medicamentos pode variar significativamente, representando uma barreira para muitos doentes. A discussão sobre o financiamento e a comparticipação destes fármacos é uma das mais relevantes no âmbito da política de saúde, envolvendo o INFARMED, a Direção-Geral da Saúde (DGS) e as sociedades médicas.

Enquadramento Atual em Portugal

Em Portugal, a comparticipação de medicamentos para o tratamento da obesidade tem sido historicamente limitada. As formulações de agonistas GLP-1 aprovadas para diabetes tipo 2 beneficiam de comparticipação pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas as mesmas moléculas, quando prescritas para obesidade sem diabetes, podem não ter o mesmo nível de cobertura. O INFARMED, enquanto regulador, avalia o custo-efetividade de cada medicamento antes de aprovar a sua comparticipação. A Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) tem defendido publicamente a equiparação da comparticipação, argumentando que a obesidade é uma doença crónica com custos de saúde elevados a longo prazo.

Análise de Custo-Efetividade

Estudos de custo-efetividade publicados na revista PharmacoEconomics (2023) demonstraram que o tratamento da obesidade com agonistas GLP-1, embora dispendioso a curto prazo, pode ser custo-efetivo a longo prazo quando se consideram os custos evitados com complicações da obesidade — diabetes, doenças cardiovasculares, apneia do sono, artropatias e certos cancros. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estimou que os custos diretos e indiretos da obesidade representam entre 8% e 10% dos orçamentos de saúde nos países desenvolvidos. O National Institute for Health and Care Excellence (NICE) do Reino Unido aprovou a comparticipação destes fármacos com base precisamente nesta análise.

Desigualdades no Acesso

A atual situação cria desigualdades significativas no acesso ao tratamento. Doentes com maior poder económico podem aceder a estes medicamentos no setor privado, enquanto doentes do SNS podem enfrentar barreiras financeiras. A Associação Portuguesa de Economia da Saúde (APES) publicou em 2024 uma análise demonstrando que o acesso desigual ao tratamento da obesidade agrava as disparidades de saúde socioeconómicas já existentes. A Sociedade Europeia para o Estudo da Obesidade (EASO) apelou aos governos europeus para que reconheçam a obesidade como doença e garantam acesso equitativo ao tratamento.

Perspetivas de Evolução

O panorama está em evolução. A entrada de novas moléculas no mercado e a eventual expiração de patentes poderão reduzir os custos no futuro. Formulações orais de agonistas GLP-1, atualmente em fase avançada de desenvolvimento, poderão também representar uma alternativa mais acessível. A DGS tem trabalhado em colaboração com o INFARMED na revisão dos critérios de comparticipação, num processo que a SPEO acompanha ativamente.

Mulher em teleconsulta para acompanhamento da obesidade

Perguntas frequentes (FAQ)

A comparticipação depende da indicação e da formulação. Formulações aprovadas para diabetes tipo 2 podem ser comparticipadas, enquanto as indicações exclusivas para obesidade podem ter cobertura diferente. Consulte o seu médico e farmacêutico para informação atualizada.

Os custos variam consoante o fármaco e a dose, podendo situar-se entre valores significativos. O seu médico e farmacêutico podem informá-lo sobre o custo específico da prescrição e eventuais comparticipações.

Estão em desenvolvimento formulações orais e biossimilares que poderão ser mais acessíveis no futuro. Atualmente, a alternativa mais económica continua a ser a intervenção estruturada no estilo de vida (dieta e exercício) com acompanhamento profissional.

Depende da apólice e da seguradora. Alguns seguros de saúde privados em Portugal começaram a incluir cobertura parcial para tratamentos de obesidade. Verifique diretamente com a sua seguradora.

Sim. O INFARMED reavalia regularmente os critérios de comparticipação, e a tendência internacional é de maior reconhecimento e cobertura do tratamento farmacológico da obesidade. Sociedades médicas portuguesas e europeias têm pressionado nesse sentido.

Este artigo tem fins informativos e não substitui o aconselhamento médico profissional.
Consulte sempre o seu médico antes de iniciar qualquer tratamento

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.