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Resistência aos Antibióticos nas Infeções Urinárias: Uma Ameaça Crescente

Introdução

Portugal é um dos países europeus com maiores taxas de resistência antimicrobiana e de consumo de antibióticos. Nas infeções urinárias não complicadas, este problema manifesta-se de forma concreta: fármacos que há uma década eram eficazes deixaram de o ser em muitas regiões.

Panorama em Portugal e na Europa

Segundo dados do ECDC e do PPCIRA (Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos), a E. coli em Portugal apresenta taxas de resistência superiores a 25% para as fluoroquinolonas e próximas de 30% para a ampicilina. As taxas para nitrofurantoína e fosfomicina mantêm-se baixas (inferiores a 5%), o que as torna opções de primeira linha.

Porquê a preocupação?

O uso excessivo ou inadequado de antibióticos — escolha empírica errada, duração prolongada, uso em bacteriúria assintomática, uso para sintomas virais — é o principal motor de resistência. Cada prescrição de fluoroquinolona numa cistite não complicada contribui para a seleção de estirpes resistentes, tanto no doente como na comunidade.

O que recomendam as guidelines?

  • Fosfomicina trometamol 3 g dose única — primeira linha.
  • Nitrofurantoína 100 mg 2x/dia, 5 dias — primeira linha.
  • Pivmecilinam 400 mg 3x/dia, 3-5 dias — primeira linha.
  • Trimetoprim-sulfametoxazol — só se resistência local < 20%.
  • Fluoroquinolonas e amoxicilina-clavulanato — não recomendadas como primeira linha.

O papel do doente

Não guardar nem partilhar sobras de antibiótico, completar o esquema prescrito, não insistir na prescrição se o médico a considerar desnecessária, e utilizar alternativas não-antibióticas quando indicadas são atitudes que fazem diferença.

Pessoa em consulta online com médico para discutir resposta a tratamento e possível resistência

Perguntas frequentes (FAQ)

As fluoroquinolonas têm resistências elevadas em Portugal, efeitos adversos graves (tendões, nervos) e estão reservadas pela EMA para infeções mais sérias. Na cistite simples, existem alternativas melhores.

Não. A automedicação com antibióticos sem orientação médica é uma das principais causas de resistência e de tratamento inadequado.

Se os sintomas não melhorarem em 48 horas, contacte o seu médico. Pode ser necessária urocultura para guiar o tratamento.

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Dra. Alexandra Azevedo

Formação: Universidade de Barcelona
Nº ordem dos médicos: 71409

Biografia

A Dra. Alexandra Azevedo formou-se em Medicina na Universidade de Barcelona em 2015, onde posteriormente se especializou em Medicina Geral e Familiar. Durante a sua formação, desenvolveu um forte interesse pela abordagem à dor crónica, tendo realizado um mestrado integrado em Medicina e Cirurgia com investigação na Clínica no controlo da Dor. A sua experiência profissional inclui vários anos de prática clínica em Espanha, nomeadamente na Catalunha, onde teve contacto com uma grande diversidade de patologias e desafios, tanto na urgência, como nos cuidados de saúde primários.

Atualmente, exerce como médica de família na ULS Braga. Já integrou a equipa da urgência médico-cirúrgica do Hospital de Vila Nova de Famalicão e já colaborou como professora convidada na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, lecionando anatomia e fisiologia do sistema circulatório, respiratório e digestivo.

Os seus principais interesses clínicos incluem a urgência médica, a dor crónica, a depressão e a ansiedade, bem como a medicina preventiva e o controlo de fatores de risco vasculares. Dedica-se também à consulta antitabágica e à consulta de perda de peso, ajudando os seus pacientes a adotar hábitos de vida mais saudáveis. A sua abordagem ao cuidado baseia-se numa visão holística, considerando a saúde como um equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.

A Dra. Alexandra distingue-se pelo seu humanismo e pela capacidade de oferecer soluções rápidas e eficazes para problemas menores, garantindo que os seus pacientes se sintam bem acompanhados. No Médico na Net, vê uma oportunidade de levar os cuidados de saúde a mais pessoas de forma acessível e conveniente.

Apaixonada por música e viagens, adora conhecer diferentes culturas e estilos de vida, o que enriquece a sua visão do mundo e a sua prática médica. Para ela, a medicina não é apenas uma profissão, mas um verdadeiro compromisso com o bem-estar das pessoas que acompanha. Como gosta de dizer: “A saúde é o equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.