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Alergia a Medicamentos: Distinguir o Real do Suposto

Introdução

A alergia a medicamentos é uma das situações mais frequentemente referidas na história clínica. A «sou alérgico a…» é uma das informações mais frequentes na história clínica. Contudo, estudos demonstram que mais de 80% dos doentes rotulados como alérgicos a um fármaco — nomeadamente penicilina — não o são de facto. Este sobre rótulo tem consequências clínicas relevantes: evicção desnecessária de antibióticos de primeira linha, uso de alternativas mais caras, mais tóxicas e com maior pressão seletiva de resistências.

Tipos de reações

As reações adversas a medicamentos dividem-se em previsíveis (dependentes da dose, relacionadas com a farmacologia) e imprevisíveis (incluem alergia e intolerância). A alergia verdadeira envolve mecanismos imunológicos: reações imediatas mediadas por IgE (urticária, angioedema, anafilaxia, nos primeiros 60 minutos) e reações tardias mediadas por células T (exantema maculopapular, sindroma de Stevens-Johnson, DRESS).

Fármacos mais envolvidos

Os antibióticos betalactâmicos (penicilinas e cefalosporinas) são os mais frequentemente implicados, seguidos dos anti-inflamatórios não esteroides (AINE), anestésicos, meios de contraste iodados e quimioterápicos. A «alergia» à penicilina é particularmente relevante: só 1-5% dos doentes que a reportam são verdadeiramente alérgicos após avaliação formal.

Avaliação alergológica

A avaliação formal inclui história detalhada (fármaco, cronologia, manifestações, gravidade, reprodução), testes cutâneos (prick e intradérmicos), dosagem de IgE específica e, quando necessário, prova de provocação oral controlada — o padrão-ouro. A desrotulação (de-labelling) de falsas alergias à penicilina é uma prioridade de saúde pública reconhecida pelo CDC, NICE e ECDC.

O que fazer em caso de reação

Perante uma reação suspeita, suspender o fármaco, tratar a reação (anti-histamínicos, corticoides, adrenalina se anafilaxia), documentar o evento e referenciar a alergologia. Nunca reintroduzir empiricamente um fármaco suspeito sem avaliação.

Mulher em consulta online para avaliação de alergia

Perguntas frequentes (FAQ)

A reatividade cruzada entre penicilinas e cefalosporinas é inferior a 2% e está sobretudo ligada a cadeias laterais semelhantes. Deve ser avaliado por alergologia antes de excluir definitivamente.

Sim. Cerca de 50% dos doentes verdadeiramente alérgicos à penicilina perdem a sensibilização ao fim de 5 anos e 80% após 10 anos. A reavaliação periódica é importante.

Sim. Cerca de 50% dos doentes verdadeiramente alérgicos à penicilina perdem a sensibilização ao fim de 5 anos e 80% após 10 anos. A reavaliação periódica é importante.

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Dra. Alexandra Azevedo

Formação: Universidade de Barcelona
Nº ordem dos médicos: 71409

Biografia

A Dra. Alexandra Azevedo formou-se em Medicina na Universidade de Barcelona em 2015, onde posteriormente se especializou em Medicina Geral e Familiar. Durante a sua formação, desenvolveu um forte interesse pela abordagem à dor crónica, tendo realizado um mestrado integrado em Medicina e Cirurgia com investigação na Clínica no controlo da Dor. A sua experiência profissional inclui vários anos de prática clínica em Espanha, nomeadamente na Catalunha, onde teve contacto com uma grande diversidade de patologias e desafios, tanto na urgência, como nos cuidados de saúde primários.

Atualmente, exerce como médica de família na ULS Braga. Já integrou a equipa da urgência médico-cirúrgica do Hospital de Vila Nova de Famalicão e já colaborou como professora convidada na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, lecionando anatomia e fisiologia do sistema circulatório, respiratório e digestivo.

Os seus principais interesses clínicos incluem a urgência médica, a dor crónica, a depressão e a ansiedade, bem como a medicina preventiva e o controlo de fatores de risco vasculares. Dedica-se também à consulta antitabágica e à consulta de perda de peso, ajudando os seus pacientes a adotar hábitos de vida mais saudáveis. A sua abordagem ao cuidado baseia-se numa visão holística, considerando a saúde como um equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.

A Dra. Alexandra distingue-se pelo seu humanismo e pela capacidade de oferecer soluções rápidas e eficazes para problemas menores, garantindo que os seus pacientes se sintam bem acompanhados. No Médico na Net, vê uma oportunidade de levar os cuidados de saúde a mais pessoas de forma acessível e conveniente.

Apaixonada por música e viagens, adora conhecer diferentes culturas e estilos de vida, o que enriquece a sua visão do mundo e a sua prática médica. Para ela, a medicina não é apenas uma profissão, mas um verdadeiro compromisso com o bem-estar das pessoas que acompanha. Como gosta de dizer: “A saúde é o equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.