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Cistite Aguda não Complicada na Mulher: Do Sintoma ao Tratamento

Introdução

A cistite aguda não complicada é a infeção do trato urinário inferior numa mulher não grávida, pré-menopáusica, sem anomalias anatómicas ou funcionais do trato urinário. É uma das infeções mais frequentes nos cuidados de saúde primários: estima-se que cerca de 50% das mulheres tenham pelo menos um episódio ao longo da vida.

Quadro clínico

Os sintomas típicos são disúria (ardor ao urinar), polaquiúria (aumento da frequência urinária), urgência miccional e dor suprapúbica. Pode haver hematúria macroscópica. A ausência de febre, dor lombar, náuseas ou vómitos é importante para distinguir de pielonefrite, que exige abordagem diferente.

Etiologia

A Escherichia coli é responsável por 70-90% dos casos. Outros agentes incluem Staphylococcus saprophyticus, Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis.

Diagnóstico

Em mulheres jovens, saudáveis, com quadro clínico típico, o diagnóstico é essencialmente clínico. A tira-teste urinária pode ajudar (nitritos e leucócitos positivos aumentam a probabilidade). A urocultura não é rotineiramente necessária na cistite não complicada, devendo ser reservada para falência terapêutica, recorrência, sintomas atípicos ou suspeita de resistência.

Tratamento

As guidelines atuais (EAU, IDSA, NICE, DGS) recomendam antibioterapia empírica de curta duração. As opções de primeira linha incluem fosfomicina trometamol 3 g em dose única, nitrofurantoína 100 mg 2x/dia durante 5 dias, ou pivmecilinam 400 mg 3x/dia durante 3-5 dias. O trimetoprim-sulfametoxazol só deve ser usado se a resistência local for inferior a 20%. As fluoroquinolonas e amoxicilina-clavulanato não são recomendadas como primeira linha devido ao perfil de resistências e efeitos adversos. Analgésicos como o paracetamol ou ibuprofeno aliviam os sintomas.

Consulta médica online para cistite

Perguntas frequentes (FAQ)

Não necessariamente. Numa mulher jovem, saudável, com sintomas típicos, o tratamento empírico sem urocultura é a recomendação atual.

A hidratação abundante ajuda a aliviar sintomas da cistite e diluir a urina, mas não substitui o antibiótico quando indicado. Estudos recentes mostram que aumentar a ingestão hídrica reduz recorrências.

A evidência é limitada e inconsistente. Pode ter algum papel preventivo em mulheres com ITU recorrente, mas não trata um episódio agudo.

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Dra. Alexandra Azevedo

Formação: Universidade de Barcelona
Nº ordem dos médicos: 71409

Biografia

A Dra. Alexandra Azevedo formou-se em Medicina na Universidade de Barcelona em 2015, onde posteriormente se especializou em Medicina Geral e Familiar. Durante a sua formação, desenvolveu um forte interesse pela abordagem à dor crónica, tendo realizado um mestrado integrado em Medicina e Cirurgia com investigação na Clínica no controlo da Dor. A sua experiência profissional inclui vários anos de prática clínica em Espanha, nomeadamente na Catalunha, onde teve contacto com uma grande diversidade de patologias e desafios, tanto na urgência, como nos cuidados de saúde primários.

Atualmente, exerce como médica de família na ULS Braga. Já integrou a equipa da urgência médico-cirúrgica do Hospital de Vila Nova de Famalicão e já colaborou como professora convidada na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, lecionando anatomia e fisiologia do sistema circulatório, respiratório e digestivo.

Os seus principais interesses clínicos incluem a urgência médica, a dor crónica, a depressão e a ansiedade, bem como a medicina preventiva e o controlo de fatores de risco vasculares. Dedica-se também à consulta antitabágica e à consulta de perda de peso, ajudando os seus pacientes a adotar hábitos de vida mais saudáveis. A sua abordagem ao cuidado baseia-se numa visão holística, considerando a saúde como um equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.

A Dra. Alexandra distingue-se pelo seu humanismo e pela capacidade de oferecer soluções rápidas e eficazes para problemas menores, garantindo que os seus pacientes se sintam bem acompanhados. No Médico na Net, vê uma oportunidade de levar os cuidados de saúde a mais pessoas de forma acessível e conveniente.

Apaixonada por música e viagens, adora conhecer diferentes culturas e estilos de vida, o que enriquece a sua visão do mundo e a sua prática médica. Para ela, a medicina não é apenas uma profissão, mas um verdadeiro compromisso com o bem-estar das pessoas que acompanha. Como gosta de dizer: “A saúde é o equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.